Projeto de acadêmicos da UFMS e da UA é desenvolvido nos atrativos do Grupo Rio da Prata

A Estância Mimosa Ecoturismo e o Recanto Ecológico Rio da Prata receberam a equipe de acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) formada por Franco L. Souza, Erich A. Fischer, Fábio O. Roque, Maurício Silveira, Clarissa A. Martins, Cynthia C. Santos, Ana Cláudia P. Borges, Fábio H. Silva e também da  Université d’Angers (UA; Angers, França), Olivier Pays-Volard, Pierre-Cyril Renaud e Hérve Fritz.

Juntos eles atuam no projeto “Efeito da perda de habitats em escala de paisagem sobre o funcionamento de um ecossistema savânico: uma abordagem experimental no Planalto da Bodoquena, Mato Grosso do Sul”.

O objetivo do projeto é avaliar o efeito da extinção local de médios e grandes vertebrados herbívoros terrestres na dinâmica da comunidade vegetal por meio de experimentos de exclusão, considerando o contexto de paisagens com diferentes níveis de conversão de habitats.

Veja o resumo abaixo:

Efeito da perda de habitats em escala de paisagem sobre o funcionamento de um ecossistema savânico: uma abordagem experimental no Planalto da Bodoquena, Mato Grosso do Sul

Equipe
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS; Campo Grande): Franco L. Souza, Erich A. Fischer, Fábio O. Roque, Maurício Silveira, Clarissa A. Martins, Cynthia C. Santos, Ana Cláudia P. Borges, Fábio H. Silva. Université d’Angers (UA; Angers, França): Olivier Pays-Volard, Pierre-Cyril Renaud, Hérve Fritz

Parceiros
UFMS, UA, Capes, Cofecub (França), ICMBio, Fundação Neotrópica do Brasil, Fundect, CNPq, Vanderbilt University (USA), Projeto Quixada Pecarídeo, Estância Mimosa, Recanto Ecológico Rio da Prata, Prefeitura de Bonito, Prefeitura de Bodoquena

Num contexto de forte alteração da paisagem natural pelas atividades humanas, a posição central dos herbívoros na rede de interações torna se chave para analisar e modelar as relações causais e o impacto funcional da fragmentação. Modificação estrutural das comunidades de herbívoros como resultado da redução da densidade ou de biomassa de algumas espécies e extinções locais pode alterar processos como dispersão de sementes, predação ou herbivoria que influenciam o recrutamento de plantas, a riqueza, composição de comunidades e dinâmica da vegetação. Assim, a defaunação destes organismos afeta o papel do pisoteio animal, como uma fonte de danos às mudas, o que poderá gerar uma limitação na dispersão de sementes. Além disso, os herbívoros, com seu comportamento alimentar seletivo ou por reduzir a limitação na dispersão, podem quebrar padrões de estabelecimento de plantas em sub-bosques de florestas. Portanto, a defaunação de herbívoros tem o potencial de alterar a estabilidade e diversidade de comunidades vegetais e grupos associados. Além disso a alteração do habitat decorrente da eliminação ou diminuição de alguns grupos funcionais pode favorecer o estabelecimento de espécies invasoras, o que implicará em mais stress aos ecossistemas através de competição com espécies nativas. A despeito da tendência de perda de espécies de grandes herbívoros corrente no mundo, pouco conhecemos sobre os potenciais efeitos destas perdas em regiões savânicas da América do Sul, particularmente no Cerrado, um hotspot de biodiversidade onde ainda são esperadas grandes mudanças de uso do solo nos próximos anos e pesquisas de biodiversidade que orientem o processo de conservação são prioritárias.

Objetivos
Avaliar o efeito da extinção local de médios e grandes vertebrados herbívoros terrestres na dinâmica da comunidade vegetal por meio de experimentos de exclusão, considerando o contexto de paisagens com diferentes níveis de conversão de habitats. Particularmente, o projeto envolverá a avaliação dos efeitos da exclusão de médios e grandes herbívoros na remoção de frutos e predação de sementes, na estrutura e composição das comunidades de gramíneas e herbáceas e na estrutura e composição de comunidades arbórea-arbustivas.

Métodos
As parcelas de exclusão permitirão medir o efeito dos médios e grandes herbívoros (> 1000g) na dinâmica da comunidade vegetal. Cada parcela de exclusão de 15 x 15 m é construída com postes de eucalypto tratado, cercada com arame tipo alambrado com 2 metros de altura, para impedir o acesso dos animais. Em cada parcela de exclusão serão feitas avaliações anuais ou semestrais sobre crescimento de plantas, decomposição de solo, herbivoria e predação de sementes.

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